Para Paulo Guedes, crescimento do país surpreenderá neste ano

Durante palestra exclusiva para a ACIM, ministro da Economia disse acreditar que o país combaterá a inflação antes que várias nações e que “Bancos Centrais do mundo inteiro dormiram ao volante”

Palestra do ministro celebrou 69 anos da ACIM e foi acompanhada presencialmente por Michel Felippe Soares

Os 69 anos da ACIM foram celebrados com uma palestra exclusiva do ministro da Economia, Paulo Guedes, em 11 de abril. O presidente da entidade, Michel Felippe Soares, foi a Brasília/DF acompanhar a palestra transmitida pelo canal ACIM Maringá no YouTube – em dois dias foram mais de 4,3 mil visualizações e o conteúdo continua disponível.
Guedes afirmou que “já estamos retomando o crescimento sustentável (…). Iniciamos este governo pela reforma mais difícil, a da previdência. No primeiro trimestre de 2020 a economia brasileira estava claramente decolando e a arrecadação estava subindo forte, quando a covid chegou ao Brasil, e imediatamente travamos as reformas estruturantes”.
Com a crise sanitária, o governo federal transferiu R$ 5 bilhões para o Ministério da Saúde e adotou medidas para geração de renda e manutenção de empregos. “Em poucas semanas diferimos impostos e antecipamos o 13º salário e o abano salarial. Liberamos R$ 350 bilhões em recursos para crédito e R$ 150 bilhões em antecipação de aposentadoria, benefícios e diferimento de impostos”.
Guedes destacou ainda que com o auxílio emergencial, 68 milhões de brasileiros foram digitalizados para transferência de renda e que 45 dias após o início da pandemia 1,1 milhão de trabalhadores foram demitidos. “Criamos o benefício emergencial, em que a empresa reduziu a jornada e pagou metade do salário, e nós pagamos a outra metade até 1,7 salário-mínimo. Preservamos 11 milhões de empregos”. Segundo ele, desde então são 12 milhões de novos postos de trabalho, sendo 3 milhões com carteira assinada. “A taxa de desemprego, que estava em 12% quando chegou a pandemia, foi a 14,5% e agora está em 11,2%”.
Privatização e inflação
O ministro ainda falou sobre as concessões. “Estamos ‘andando’ com a privatização da Eletrobras, dos Correios, vem aí o Porto de Santos e os aeroportos Santos Dumont, Galeão e Congonhas e vem o avanço dos marcos regulatórios. Em vez de leilões arrecadatórios em que o governo ganha muito dinheiro e depois não têm investimentos privados, fizemos o contrário, queremos que haja maior compromisso de investimento, com outorga que permita que haja disputa para quem fará mais investimentos. Temos R$ 828 bilhões de investimentos contratados, e a expectativa é de mais de 300 bilhões até o final do ano”.
Sobre a inflação, Guedes destacou que a independência do Banco Central permitiu que antes “que a alta de preços setoriais, de material de construção e alimentos, virasse uma inflação generalizada, o Banco Central travou a onda de reajustes. Bancos Centrais do mundo inteiro dormiram ao volante e a inflação acabou virando um fenômeno mundial, mesmo que o nosso Banco Central tenha feito a parte dele colocando os juros no lugar. Vamos derrubar a inflação antes de várias nações avançadas”. Otimista, ele destacou que o “Brasil vai crescer mais do que as previsões. Vamos surpreender mais uma vez”. 
A palestra de Paulo Guedes foi intermediada pelo deputado federal Ricardo Barros, que é líder do governo e fez parte do projeto Vem para a ACIM você também, com parceria da FranklinCovey e patrocínio de Fomento Paraná, Kandyany Eventos e Sicoob.

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