Agronomia da UEM completa 45 anos

Data foi celebrada com encontro de ex-alunos e reconhecimento; curso já formou quase 2,5 mil profissionais

William Mário de Carvalho Nunes, chefe do departamento, no evento que celebrou os 45 anos

O curso de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) completou 45 anos em julho e a comemoração foi no Dia do Engenheiro Agrônomo, em 12 de outubro. A reunião, que contou com a presença de ex-alunos, teve histórias para lembrar e reconhecimento da importância do curso não só para a cidade, mas para ex-alunos que levam o nome da universidade para os quatro cantos do país e do exterior.

A cerimônia reuniu, no Buffet Grande Mesa, quase 350 pessoas, sendo mais de 150 alunos. “Foi uma oportunidade de reunir várias gerações da Agronomia da UEM, promover a troca de experiências e o compartilhamento de conhecimento, com o objetivo de melhorar o atendimento ao agricultor e oferecer um curso de mais qualidade”, explica o chefe do Departamento de Agronomia, William Mário de Carvalho Nunes. Os docentes também foram homenageados. 

Um dos ex-alunos é Luciano Lopes, presidente da Unicampo (Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Agronomia), fundada em 1992 em Maringá. Da turma de 1987, Lopes, que é filho de pioneiro e nascido  na cidade, lembra que ingressou quando o curso estava consolidado e era um dos mais concorridos do vestibular. “Ser aprovado no vestibular de Agronomia foi uma grande vitória. Os primeiros anos não foram fáceis, mas é uma alegria e orgulho fazer parte desta história”. Depois da graduação, veio o mestrado na UEM e, hoje, à frente da Unicampo existe a parceria com os docentes da universidade. “Voltar para o campus é sempre bom. E em nossos treinamentos e capacitações dentro da cooperativa são os professores da UEM que nos auxiliam. É uma parceria importante”, finaliza Lopes.

A agrônoma Ana Flávia Pedrão também elogia a qualidade do conhecimento a que teve acesso. Formada em 2020, ela foi a única laureada da turma, ou seja, todas as notas foram superiores a oito. Ana, assim como boa parte da turma, está empregada na área. Primeiro ela foi trabalhar em uma empresa de agricultura de precisão, mas recebeu o convite do pai para dividir as tarefas da fazenda da família em Santa Inês/PR, onde eles produzem milho, soja, feijão e trigo. Assim como Ana, o pai, Luiz Fernandes Pedrão, é formado em Agronomia pela UEM, na turma de 1992. “Desde cedo eu ia para a roça com o meu pai e me interessava pela área. O curso da UEM é completo, com cinco anos de duração em período integral e me ajudou profissionalmente. Só tenho a agradecer aos professores, principalmente durante a pandemia, porque eles tiveram que se reinventar enquanto estávamos no último ano da faculdade para garantir o acesso aos conteúdos”, diz. 

História

Considerado um dos melhores cursos de Agronomia do país, o curso da UEM já formou quase 2,5 mil profissionais e de lá saíram estudos que foram aplicados em diversas áreas, como laranja, adoçante e culturas de feijão, comprovando a interação entre academia e mercado. 

Com estrutura formada por campos de extensão, laboratórios como de plantas daninhas, fitopatologia e melhoramento de plantas, além de uma fazenda experimental, o curso tem 4,3 mil horas e já teve mais de 60 docentes. 

No total, são 100 vagas ofertadas anualmente. O coordenador adjunto, o professor Telmo Tonin, conta sobre alguns projetos estão sendo idealizados: ampliar parcerias com instituições internacionais, como o programa de mobilidade acadêmica e possibilidade de intercâmbio de alunos, e criar uma residência técnica em que o estudante poderá ingressar no final da graduação.

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