Programa Empreender contribui para a formação de associações de vendas, de escolas infantis e do esporte, aumentando a representatividade do setor e trazendo ganhos coletivos

André Morais, da ADVB/PR: “maior riqueza da associação é a criação de um ambiente empresarial capacitado, conectado e em crescimento”


O programa Empreender, realizado pela Acim, já deu provas de que o associativismo é uma ferramenta de transformação. Com núcleos setoriais, multissetoriais e territoriais, o programa conecta empreendedores que compartilham desafios e buscam soluções coletivas. Em alguns casos, a conexão vai além do grupo de trabalho: se institucionaliza, ganha força jurídica e estrutura, e passa a atuar de forma estratégica.

A história da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) em Maringá começou em 1986, como extensão de um movimento iniciado décadas antes em São Paulo. Hoje a associação local vive um momento de fortalecimento, ancorada em projetos de capacitação, reconhecimento e networking que impulsionam o ambiente de negócios.

Entre os destaques da atuação estão o Estrela ADVB, um encontro/evento que traz palestrantes renomados e aborda temas relevantes, como tendências e desafios do setor; o Business Connection, que promove encontros para geração de networking; e cursos como “Venda Mais” e “ChatGPT para Vendas”, que atualizam os profissionais com as tendências.

Segundo o diretor da ADVB/PR em Maringá e gerente comercial do Grupo RIC, André Morais, o maior valor da associação está nas conexões. “A maior riqueza da ADVB é a criação de um ambiente empresarial capacitado, conectado e em crescimento, impulsionando as áreas de vendas e marketing”, afirma.

Com mais de 250 membros entre pessoas físicas e jurídicas, a ADVB/PR planeja, ainda para este ano, novas edições de seus eventos, além de cursos que reforçam o compromisso com o desenvolvimento contínuo dos associados. Para Morais, o associativismo é uma forma de cultivar pertencimento e alavancar inovações.


Educação infantil com gestão

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Associação das Escolas Infantis oferece assessoria para cidades que querem implantar o modelo de “compras de vagas”, conta Andrea Nogueira

Foi na pandemia que um grupo de educadores decidiu transformar o núcleo das escolas infantis e, com orientação da Acim e apoio do programa Empreender, nasceu a Associação das Escolas Infantis do Noroeste do Paraná (Acei-NOR).

Com 38 escolas associadas, a entidade representa 60% do atendimento à Educação Infantil de zero a três anos em Maringá. Atualmente, tem um impacto financeiro expressivo, movimentando cerca de R$ 56 milhões por ano e contando com mais de 600 colaboradores diretos.

A criação da entidade teve como motivações tornar o diálogo com o poder público mais eficaz e representar o setor de forma estruturada. “A conquista mais significativa foi a compreensão, por parte dos associados, de que apenas unidos podemos alcançar mais”, relata a professora Andrea Nogueira, que é vice-presidente da Acei-NOR.

A associação tem se destacado pela atuação inovadora e humanizada. Entre os projetos em andamento estão a parceria com o ensino superior para empregabilidade, ações alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), além de capacitações e a criação de políticas públicas voltadas à primeira infância.

“A Acei-NOR prioriza o atendimento de qualidade às crianças e suas famílias, adotando uma abordagem cooperativa. Também atuamos com diagnósticos e intervenções precoces que possibilitam avanços na aprendizagem das crianças”, destaca Andrea.

Outras conquistas incluem a criação do projeto Migra Fênix, que emprega mulheres imigrantes e oferece formação para atuação nas escolas, além do reconhecimento público por meio de moção honrosa concedida pelo Legislativo maringaense.

A associação está expandindo a atuação, levando a outros municípios a experiência bem-sucedida do modelo de “compra de vagas” adotado em Maringá. Esse modelo consiste na aquisição de vagas em escolas particulares pelo poder público, quando não há disponibilidade na rede municipal.

A Acei assessora comissões do poder público de diferentes cidades, orientando sobre como aplicar esse modelo de forma eficiente e presta apoio a sindicatos e outras associações, contribuindo com soluções para o atendimento da demanda por vagas na educação infantil.

 

Fortalecimento do esporte

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“Maior desafio foi convencer as associações a participar e mostrar que temos o mesmo objetivo. Não somos concorrentes”, diz Cristiano Beato

A paixão pelo esporte também encontrou no associativismo uma forma de organização e crescimento. Em 2024, após uma reunião do núcleo Esporte da Acim, surgiu a ideia de formalizar a atuação das entidades da cidade. O projeto tomou forma com apoio do vice-presidente para Assuntos de Esportes da Acim, Kleber Barbão, e reúne organizações sob o propósito de fortalecer o esporte em Maringá.

O coordenador do núcleo e um dos fundadores do Instituto de Esporte Juventude de Maringá, Cristiano Beato, lembra os primeiros passos. “O maior desafio foi convencer as associações a participar e mostrar que temos o mesmo objetivo: fortalecer os esportes maringaenses. Não somos concorrentes”.

O grupo iniciou diálogos com contadores para apoiar as entidades na regularização e captação de recursos por meio de leis de incentivo, e participou de reuniões com o poder público para propor melhorias. Entre as ações está a proposta de criação do Fundo Municipal do Esporte e a organização do prêmio Acim Esportes, além da sugestão de um checklist de documentação, que pode levar as entidades a receber uma certificação da Acim e da prefeitura.

Qualquer entidade que atua com esporte pode fazer parte do grupo. “Queremos o máximo de entidades conosco. Dessa forma, vamos ter mais força e evoluir mais rápido em todas as modalidades”, reforça Beato.

 

Catalisador

Nos três exemplos desta reportagem, o programa Empreender ofereceu não apenas estrutura e orientação, mas inspiração para agir em conjunto. A formalização em associações foi um passo natural diante do amadurecimento dos núcleos e da percepção de que juntos os empreendedores podem mais.

O programa conta com 85 núcleos e para participar as empresas precisam apenas ser associadas à Acim.

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