Na capital nacional do Associativismo, empresas se unem a poder público

Ampliação do Aeroporto Regional Silvio Name Júnior, duplicação da rodovia entre Maringá e Iguaraçu, duplicação da avenida Sincler Sambatti, novo Trevo do Catuaí, ampliação da avenida Nildo Ribeiro da Rocha, atualização do projeto do Centro de Eventos Oscar Niemeyer, projetos de asfalto e iluminação do Hospital da Criança de Maringá… em comum estas obras estão ou serão executadas pelo poder público, mas tiveram os projetos custeados pela iniciativa privada. E todas tiveram o envolvimento da Acim, que se juntou a empresários e investiu, no total, mais de R$ 3 milhões na contratação dos projetos para que as licitações pudessem ser realizadas. 

Esta foi a forma encontrada para tirar as obras do papel e dar celeridade ao desenvolvimento regional. No caso do aeroporto, como é uma estrutura usada por moradores de toda a região, as associações comerciais de Campo Mourão, Cianorte e Paranavaí também ajudaram a custear os projetos. 

Trata-se uma forma inovadora não só no Paraná, mas no Brasil, firmando uma parceria entre poder público e iniciativa privada. Com o projeto em mãos, pago por empresas, é possível buscar os recursos públicos na esfera federal, estadual ou municipal para executar as obras.

Mas o envolvimento da Associação Comercial em assuntos que envolvem o desenvolvimento regional não é recente. Pelo contrário, vem desde a fundação da entidade, seja pleiteando melhorias para a região e até custeando obras e projetos. Muitas vezes fomos demandados para investir em segurança pública, contratando obras e equipamentos para as polícias e forças de segurança. Outras vezes foi necessário investir na saúde ou em projetos de mobilidade urbana.

Isto tudo mostra como a sociedade é organizada e participativa, fazendo a lição de casa quando os assuntos são desenvolvimento e qualidade de vida. Não à toa, Maringá será, por lei, a Capital Nacional do Associativismo. Falta apenas a sanção presidencial. E aqui quero agradecer publicamente o deputado federal Luiz Nishimori e o senador Flávio Arns, autores dos projetos de lei que concede este título a Maringá. 

Temos mais de 600 associações e cooperativas na cidade e recebemos centenas de visitantes anualmente para conhecer este modelo de interação entre iniciativa privada e pública. As gestões das cooperativas que aqui atuam, como Cocamar, Sicoob, Sicredi e Unimed também são destaques. É um sistema em que todos crescem juntos, com governança transparente e lucro dividido entre os próprios cooperados. No caso de associações como a Acim, é um modelo que permite aumentar a competitividade e ganhar representatividade. 

Com o título federal, seremos de fato a Capital Nacional do Associativismo, o que já acontecia na prática.

 

José Carlos Barbieri é presidente da Associação 

Comercial e Empresarial de Maringá (Acim)

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