Inovar, não há outro caminho

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 8,7% no terceiro trimestre do ano, o menor patamar desde junho de 2015. O índice expressa o que os empresários sentem no dia a dia: está difícil encontrar profissionais para preencher as vagas de emprego, inclusive nos pequenos negócios.

Nessa equação há outro desafio: a falta de profissionais qualificados, seja por meio da educação formal ou para operar novas tecnologias. 

E na busca por soluções, vem dos países desenvolvidos duas alternativas: a automação e a inteligência artificial, que têm ainda outra vantagem, vão ao encontro da pauta ESG (social, ambiental e governança). Os bons exemplos vêm de países como Noruega, Singapura, Japão e Israel, que vivenciam as novas tecnologias tanto nos negócios quanto no dia a dia dos cidadãos. 

Na Noruega o check-in e o despacho de malas são feitos de forma automatizada, sem nenhum atendente. É o próprio passageiro quem etiqueta a mala em uma esteira. Também não há atendentes nos guichês das companhias aéreas, aliás, não há nem guichê individual para as companhias. Com essa solução, ganha-se tempo e autonomia ao mesmo tempo em que não é necessária mão de obra. 

Nos restaurantes noruegueses, tanto os pedidos quanto o pagamento da conta são feitos por meio de um QR Code disponível na própria mesa. 

Do transporte vem outro bom exemplo, por meio de tecnologias que oferecem precisão de horários e interação online entre os usuários e o modal. Em Israel as sementes de oliva, que eram um passivo, se tornam produtos cosméticos, agregando valor e renda e ainda resolvendo uma questão ambiental.

No Japão as usinas de incineração de lixo comprovam o quanto a tecnologia ajuda num serviço que em países como o Brasil é quase braçal. Lá o lixo vira resíduos, e até as cinzas resultantes do processo se tornam material para adubo ou é utilizado em cimento na construção civil. 

Esses exemplos confirmam que produtos e serviços são conectados, ampliando o universo de automação e inteligência artificial, e também nos levam à reflexão: o que a tecnologia pode fazer pelas empresas? Como o seu negócio pode ganhar produtividade e eficiência? 

As boas soluções são uma realidade, e cabe a cada empresário estudar, planejar e adotar inovação em seu negócio, não apenas para resolver o problema da mão de obra, mas para reduzir custos, agregar serviços e agilizar o atendimento ao cliente. Inovar deixou de ser um diferencial competitivo para ser um imperativo de sobrevivência.

Michel Felippe Soares é presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM)

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