Pesquisa ajudará mapear ações para retomada

Grupo de trabalho, que teve como primeira ação uma pesquisa com a participação de mil empresas, terá papel decisivo para retomada econômica e social

Em apenas três meses, de abril a junho, 9.538 trabalhadores maringaenses tiveram que recorrer ao seguro-desemprego, o maior patamar trimestral da série histórica iniciada em 2000. Conforme dados do Ministério da Economia, as solicitações aumentaram 45% em relação a igual trimestre do ano anterior. 

Com taxa de 2.251 para cada cem mil habitantes, Maringá teve o maior número de pedidos de seguro-desemprego entre as principais cidades paranaenses, de acordo com o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem). No mesmo período Curitiba registrou taxa de 2.175, Cascavel teve 1.607, Londrina, 1.540 e Ponta Grossa, 1.193.

Os números são consequência da pandemia do coronavírus e das medidas de isolamento social adotadas para achatar a curva de contágio da Covid-19. Tanto que em junho e julho, decretos municipais mantiveram bares fechados por algumas semanas e impediram, por duas semanas, a abertura de supermercados aos domingos, restaurantes nos finais de semana, salões de beleza aos sábados, entre outras medidas restritivas. Um novo decreto, número 1.004/2020, alterou o horário de estabelecimentos comerciais desde 22 de julho. E outro passou a vigorar em 5 de agosto. Supermercados, açougues, peixarias, quitandas, mercearias e casas de massa voltaram a funcionar todos os dias da semana e pet shops e salões voltaram a abrir aos sábados.

Praças de alimentação de shoppings retomaram o atendimento até as 22 horas de segunda a sexta-feira. Feira do produtor e tempos religiosos também estão autorizados a funcionar. 

Diversos outros segmentos estão com restrições de funcionamento desde abril, a exemplo do comércio de rua que funciona apenas de segunda a sexta-feira das 10 às 18 horas e shoppings, também de segunda a sexta-feira, mas das 11 às 22 horas.

EQUIPE UNIDA

As medidas restritivas têm impactado os negócios. Tanto que a prefeitura de Maringá criou o Plano de Retomada do Desenvolvimento Econômico e Social de Maringá, coordenado pelo Sebrae, com a participação de mais de 20 entidades, incluindo a ACIM.

A primeira ação do grupo foi a aplicação de uma pequisa eletrônica junto a mil empresas de diferentes portes e setores para entender os impactos do coronavírus nos negócios. A pesquisa, encerrada em 22 de julho, incluiu questionamentos sobre impactos no faturamento, demissões, expectativas de retomada econômica, entre outros.

Quase 10 mil maringaenses solicitaram seguro-desemprego entre abril e junho, o mais alto índice em 20 anos

Esse estudo, que foi apresentado em 3 de agosto, ajudará a direcionar as iniciativas para a retomada do desenvolvimento. O grupo de trabalho discutirá também, até dezembro, ações para induzir a geração de empregos, investimentos e capacitação para ajudar as empresas e trabalhadores a superar esta grave crise econômica e sanitária.

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